O Barroco

As peculiaridades do culto católico nas Gerais encontraram sua dimensão maior nas artes plásticas e na música de cunho religioso.Na Europa, a partir do final do século XVII e, sobretudo no século XVIII, desenvolveu-se um estilo de arte – o Barroco – que associava poder, religião e riqueza. No Brasil Colonial, a riqueza aurífera das áreas mineradoras possibilitou uma grande expansão da arte barroca, principalmente na construção das igrejas. Nelas, as irmandades tiveram destacado papel, pois decidiam e planejavam tudo: desde a planta, a localização no povoado, a distribuição e as características de cada um dos altares, a instalação do coro, das imagens, da sacristia etc., até os adornos necessários.As igrejas, sempre em grande número em relação ao tamanho da cidade, eram grandes e monumentais, com seus interiores ricamente trabalhados, segundo a técnica da talha dourada. Esta consistia em trabalhar a madeira de forma a reproduzir os mínimos detalhes dos objetos representados, quer fossem folhas, colunas ou anjos, e sobre elas aplicar placas finíssimas de ouro.
Na construção dessas igrejas, empregava-se a pedra canga e nos detalhes da decoração, a pedra sabão. Os objetos de culto: cálices, ostensórios, castiçais, eram construídos também de ouro e prata.

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